02 agosto 2015

Juvenil de picanço-barreteiro


Juvenil de Picanço-barreteiro (Lanius senator) fotografado numa manhã de Agosto.

Enquanto o Verão avança é possível observar o sucesso reprodutor de muitas das aves que nos visitam. No caso presente um juvenil de Picanço-barreteiro (Lanius senator) retempera as forças numa figueira, cujos frutos serão colhidos dentro de pouco mais de um mês. Nessa altura o picanço estará pronto a partir para paragens longínquas...

12 abril 2015

Toutinegra-carrasqueira ou a chegada da Primavera

Uma das pequenas aves mais bonitas da Primavera: a Toutinegra-carrasqueira

A chegada ao interior do país da Toutinegra-carrasqueria (Sylvia cantillans) anuncia o início da Primavera. Com efeito este pequeno passeriforme de peito laranja, cabeça azulada e "bigodes" brancos é um dos primeiros migradores estivais a chegar desde os locais de invernada localizados no hemisfério Sul.
Bastante mais comum no interior Norte e Centro que nas zonas litorais, prefere as zonas de matos com árvores dispersas como azinheiras, sobreiros ou oliveiras. Baseia a sua alimentação em insectos e os meses que passa em Portugal são uma luta contra o tempo: afinal de contas o objectivo da toutinegra-carrasqueira é o de criar 2 ninhadas por ano...

25 janeiro 2015

Trepadeira-comum: uma ave muito pouco comum

Trepadeira-comum (Certhia brachydactylana Serra da Nogueira.

O dia amanheceu frio. Caminhando pelo vale ainda a meia-luz escuto um canto agudo que termina de forma abrupta. Tento observar o passeriforme que o produziu mas não o consigo identificar. O que vejo contudo agrada-me: diante de mim estendem-se quilómetros e quilómetros de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), num cenário típico desta belíssima Serra da Nogueira.
O som regressa e agora consigo detectar um pequeno e esquivo pássaro de cor escura. Agarrado ao tronco, de ventre para cima, trepa com destreza. A sua busca por alimento leva-o aos locais mais extremos da árvore. O Sol eleva-se cada vez mais e agora já o distingo melhor. No meio do carvalhal, num dos locais mais preservados do país, a Trepadeira-comum (Certhia brachydactyla) propicia um  espectáculo muito pouco comum. 

21 dezembro 2014

Tentilhão-comum, ou o macho de peito cor-de-rosa

Tentilhão-comum, fotografado há algumas semanas atrás no Parque Natural de Montesinho.

Percorrendo as florestas portuguesas no Outono ou no Inverno é difícil não reparar numa pequena ave devido à sua elevada frequência: o Tentilhão-comum (Fringilla coelebs) é por esta altura um dos nossos passeriformes mais comuns.
Residente no nosso país ao longo de todo o ano, com a chegada do tempo frio os efectivos de tentilhão são reforçados com indivíduos (principalmente fêmeas) provenientes do Norte da Europa.
O tentilhão-comum alimenta-se habitualmente de sementes; tem o tamanho de um pequeno pardal mas as asas e cauda mais longas e a característica mancha branca dos "ombros" torna-o mais elegante. Os machos são mais coloridos (ver fotografia em anexo) com o característico peito rosado.
Em Abril os tentilhões residentes mudam os hábitos alimentares: inicia-se a época de reprodução, com uma postura de 3 a 6 ovos, e aumenta o consumo de pequenos invertebrados mais ricos em termos energéticos. Trata-se felizmente de uma espécie não-ameaçada embora se questione a tendência demográfica recente dos seus efectivos...

14 outubro 2014

Papa-moscas preto no Vale do Tua


Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca) fotografado no Vale Tua.

O Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca) é uma pequena ave, rara no nosso país e que visita a Europa durante os meses mais quentes (desde Abril/Maio até Setembro/Outubro). Na Península Ibérica a sua presença restringe-se a bosques de montanha, como carvalhais ou pinhais. 
Caminhando há cerca de 2 semanas atrás pelo lindíssimo Vale do Tua, com os seus extensos pinhais e sobreirais, pude observar e fotografar uma fêmea de papa-moscas-preto. Neste momento, com o frio que se instalou definitivamente em terras transmontanas, o mais provável é este exemplar já ter regressado a terras africanas. Fica o registo e a vontade de repetir em breve esta caminhada.

03 setembro 2014

Andorinhas-dáuricas no Douro


Andorinha-daúrica (Hirundo daurica) e o final de Agosto no Vale do Douro

O Verão aproxima-se do fim e no Vale do Douro o tempo é de agitação. A vindima começou e todos os envolvidos entregam-se a esta tarefa sabendo que o que está em causa é todo um ano de trabalho. Prestam por isso pouca atenção a uma pequena ave que voa por cima das suas cabeças enquanto vindimam: a Andorinha-daúrica (Hirundo daurica).
Esta andorinha, muito menos frequente que a Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) e da qual se distingue pela ausência de banda peitoral, escolhe o Douro como um dos seus destinos de migração  predilectos. Durante a época da vindima a sua actividade é particularmente frenética, tentando acumular o máximo de reservas de energia que a permitam em breve fazer a viagem até à África subsariana.
Efectivamente trabalha-se muito no Douro nesta altura...

16 agosto 2014

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina


O dia amanhece quente na Costa Alentejana. Estamos em Agosto, a afluência dos visitantes é maior mas ainda assim é possível explorar este imenso território praticamente livre da pressão turística.
Estas fotografias foram obtidas durante o dia de ontem e comprovam essa realidade: escarpas douradas com praias belíssimas e planícies infindáveis apropriadas à exploração agrícola e criação de gado extensivo. Por aqui a Natureza ainda prospera...

16 abril 2014

O regresso da Primavera


 A Primavera regressou pelo que em breve testemunharemos o surgimento de uma nova geração de presas e predadores e o ciclo da vida irá repetir-se.
  Das árvores de fruto onde um multiplicidade de passeriformes escolheu colocar o seu ninho, aos arbustos e matagais mais espessos onde nascem os novos lobos e linces, até às escarpas mais inacessíveis de onde se lançarão num voo que tem tanto de corajoso como de suicida diversas rapinas o cenário está montado. 
  Deixo-vos com uma imagem obtida há poucos dias do fantástico vale do Rio Maças, no Nordeste transmontano. A melhor época do ano para passear no campo e sermos presenteados com agradáveis surpresas está a chegar!

19 janeiro 2014

A melhor prenda de Natal


Serra Morena Oriental e Lince-ibérico (Lynx pardinus) observado ao final da tarde de sexta-feira, dia 27 de Dezembro de 2013 e fotografado pelo amigo Juan Ignacio Alvarez Gil.

Estamos em Dezembro e o dia amanhece chuvoso na Serra Morena. Apesar da altura do ano não está frio.
Iniciamos cedo a caminhada que discorre ao longo do rio Jándula. Ao nosso redor estende-se a perder de vista o bosque mediterrâneo: quilómetros e mais quilómetros de sobreiros interrompidos por afloramentos graníticos. Sobre nós, aparecendo e desaparecendo no meio das nuvens carregadas, uma Águia-imperial (Aquila adalberti) solitária patrulha o território.
Prosseguimos ao longo do trilho até alcançarmos um promontório, sobranceiro ao rio. Cai um aguaceiro. Resolvemos parar, almoçar e dedicar as próximas horas à observação de fauna. Ao longo da tarde desfilam diante dos nossos olhos Veados (Cervus elaphus), Abutres-negros (Aegypius monachus), Águias-reais (Aquila chrysaetos), Gralhas-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax), Gamos (Dama dama), Coelhos (Oryctolagus cuniculus).
São já 16h 30 minutos e o dia aproxima-se do fim. A névoa cai sobre o vale, a luz escasseia. É hora de regressar. Mas algo acontece...
Avançando pelo meio do matagal mediterrâneo surge uma espécie diferente daquelas que tínhamos observado ao longo do dia. 
Tínhamos esperança que tal pudesse acontecer. Aliás atravessamos metade da Península Ibérica para o observarmos. É um animal grande, maior do que estávamos à espera de encontrar. Impressionam os membros, maciços, aparentemente desproporcionados em relação ao resto do corpo. A cor também sobressai pois apesar do céu carregado de cinzento observa-se facilmente a pelugem dourada. Este momento nunca o esquecerei enquanto viver: pela primeira vez observo um Lince-ibérico (Lynx pardinus) em estado selvagem.
No coração da Serra Morena, onde a população tem vindo a aumentar graças a meritórios esforços de conservação, no melhor mês do ano para a sua observação (altura do acasalamento), fomos presenteados durante mais de 30 minutos com o avistamento de um lince no seu habitat natural, avançando em silêncio, emboscando-se atrás de arbustos, refugiando-se sob blocos graníticos.
Aguardo o dia em que poderei repetir esta observação, mas em solo nacional...

09 dezembro 2013

Amanita muscaria: o cogumelo mais famoso



Neste dias de Outono caminhando pelas florestas portugueses é possível encontrar o cogumelo mais famoso de todos: a Amanita muscaria.
Caracterizada pelo chapéu vermelho e pelas características verrugas esbranquiçadas este espécie associa-se a uma imaginário comum de cogumelo, tendo sido descrita em obras tão icónicas como Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll ou no filme Fantasia da Disney.
A Amanita muscaria apresenta propriedades psicoactivas e alucinógenas, podendo induzir o estabelecimento de sonolência e de visões associadas. Em casos-limite pode levar à morte do indivíduo que a consome. Cogumelo modelo, astro maior dos nossos bosques tem tanto de bela como de perigosa...

18 novembro 2013

Desabafo pela perda de mais um dos lobos portugueses...


A recente morte de um dos exemplares de Lobo-ibérico (Canis lupus signatus), acompanhada por telemetria no âmbito do programa de seguimento da população lupina do Parque Nacional da Peneda-Gerês, representa um acontecimento triste e lamentável para a espécie e para a área protegida.
A sua gravidade é ainda mais relevante pelo facto de se tratar de uma fêmea reprodutora, que este ano tinha tido a sua primeira ninhada. Junto portanto a minha indignação à de outros antes de mim e assino a petição online com o objectivo de pressionar as autoridades competentes a actuar contra a perseguição ilegal do lobo (caso também pretenda assinar tecle aqui).

Há algo que me parece oportuno referir: a zona da Gavieira, onde decorreram os factos, é belíssima e representa um sítio histórico de presença do lobo. Partilha algumas semelhanças com outros locais do país, também de elevado valor paisagístico, onde o lobo ainda ocorre, como o maciço do Alvão, as estribações de Montemuro ou o planalto de Leomil. Nestas áreas foram recentemente rasgadas vias de acesso para a colocação de parques eólicos o que leva a que, infelizmente, a facilitação da acessibilidade a determinados locais remotos potencie a ocorrência de eventos tão tristes como este. Quando documento a actividade do lobo durante o dia no Alvão, quando percorro os sítios de criação da espécie no Montemuro ou em Leomil, ao lado, perto, demasiado perto, passam invariavelmente estradões que servem aerogeradores. E estas vias são utilizadas por todos: por mim, pela população local no seu esforço de sobrevivência diária, por caçadores conscenciosos e por indivíduos de índole duvidosa.
A nossa culpa enquanto sociedade foi, em seu tempo, a de não termos determinado zonas de não-intervenção, locais de dimensão variável onde não pudéssemos edificar, aceder. O que significaria, claro, que Lisboa teria de pagar directamente a estas freguesias pelo menos o mesmo, senão mais, daquilo que as freguesias vizinhas com parques eólicos recebem. Só faz sentido tratar uma doença especifica se o doente, no seu todo, estiver bem; só faz sentido preservar uma espécie se o espaço onde esta vive se encontrar integro, capaz de a acolher.
Foi na Serra da Peneda onde há muitos anos ouvi pela primeira vez os lobos a uivarem. Provavelmente os antepassados da alcateia à qual pertencia a "Bragadinha". A melancolia desse coro acompanha-me hoje na escrita deste texto.

22 setembro 2013

Lameiros do Norte português


Lameiros do Parque Natural do Alvão.

  No Norte de Portugal abundam os lameiros, principalmente em áreas de montanha. Os lameiros mais não são do que áreas de pastagem permanente, providos de um sistema de rega desenvolvida desde tempos imemoriais e que se baseia na gravidade. 
  A abundância de água ao longo de todo o ano permite o desenvolvimento de uma biodiversidade assinalável. Destacam-se as plantas com elevado estatuto de protecção, nomeadamente diversas orquídeas raras como a Erva-língua (Serapias lingua).
  Para além desta riqueza natural os lameiros propiciam uma interrupção na paisagem (florestal ou rochosa) possuindo um inegável valor estético, como se pode constatar nas imagens em anexo. Mais uma prova de que a intervenção do Homem na Natureza não tem de ser sempre negativa.

23 agosto 2013

Alimentação das crias


 Texugo e Lobo fotografados a transportarem a melhor parte das suas refeições para as respectivas crias.
Norte de Portugal, Julho de 2013.

  A adequada alimentação da prole constitui uma prioridade para todas as espécies. Crias bem alimentadas são menos susceptíveis a infecções bacterianas ou por parasitas, desenvolvem-se de forma mais harmoniosa e atingem com maior rapidez a aptidão física necessária para sobreviverem.
  As imagens em anexo em que um Texugo (Meles meles) transporta entre as presas uma Lebre (Lepus granatensis)  e um Lobo (Canis lupus signatus) transporta parte de um Veado (Cervus elaphus) para os respectivos covis mais não são de que uma outra face, pouco testemunhada, desse mesmo facto.
  O que estes animais estão a fazer é acima de tudo assegurar a sobrevivência das suas crias com os melhores alimentos que conseguem obter. Estas fotos foram obtidas em estado selvagem num sítio bastante tranquilo do Interior Norte português. Representam uma Natureza bem viva, selvagem, que apesar de raramente podermos observar encontra-se ainda bastante preservada no nosso país. Acreditem. Basta olhar para as imagens... 

16 julho 2013

Carriça: a habitante das cavernas.

 A pequena Carriça (Troglodytes troglodytes). 

 A Carriça (Troglodytes troglodytes), com apenas 10 cm de comprimento, é uma das aves mais pequenas e comuns da avifauna portuguesa. A sua silhueta, facilmente identificada pela cauda pequena e "arrebitada", pode ser observada ao longo de todo o ano e por todo o país com excepção de vastas áreas do Alentejo.
  O nome latino, troglodita ou habitante das cavernas, refere-se ao seu hábito de entrar em pequenas cavidades de forma a capturar os insectos que constituem a base da sua alimentação. Apesar do seu pequeno tamanho trata-se de uma ave com um canto potente e diverso que enriquece de sobremaneira os locais onde habita.

22 junho 2013

Amores de Verão


Cria de Corço (Capreolus capreolus) fotografada há poucas semanas no Norte de Portugal.

 O Corço (Capreolus capreolus) é um dos herbívoros mais esquivos e elegantes da Fauna Ibérica que se caracteriza por uma característica muito particular no seu ciclo de vida: o processo de ovo-implantação retardada.
  O período de acasalamento ocorre em pleno estio, durante os meses de Julho e Agosto. Após as primeiras fases de desenvolvimento do embrião o período de gestação é interrompido, reiniciando-se em Dezembro-Janeiro, com o nascimento das crias a verificar-se apenas em Maio-Junho. Assim, embora temporalmente decorra um período de cerca de 10 meses, a verdadeira gestação compreende um período de 6 meses.
  As fotos acima reproduzidas, obtidas na noite de 8 de Junho, comprovam isso mesmo: uma cria de corço nascida há poucos dias, fruto de um amor do Verão de 2012...

03 junho 2013

Côa revisitado


Côa selvagem após as chuvas abundantes do Inverno e Primavera. 

 Depois de alguns anos sem visitar o Vale do Côa tive o prazer de há poucas semanas regressar a este paraíso escarpado do Interior Português. A abertura do Museu do Côa e os postos de trabalho a ele associados, a autenticidade da paisagem do Vale versus a proliferação próxima de barragens no Douro faz com que neste momento e comparativamente a anos atrás a não construção da Barragem do Côa seja uma opção mais compreendida e aceite pelas populações locais.
  Essa paz que se estabeleceu entre o Homem e o Rio é retribuída pela Natureza: por todo o lado se observa a recuperação do coberto vegetal autóctone, a solidão e o isolamento dos fraguedos permite a manutenção das condições óptimas para o estabelecimento das aves rupícolas (veja-se a elevada densidade de Abutre-do-Egipto, uma das maiores do país). Nunca como agora o Côa esteve tão belo...

08 maio 2013

Cia, o passeriforme mascarado

A Cia (Emberiza cia) é uma das aves mais típicas das serras e escarpas fluviais no Interior de Portugal.

A Cia (Emberiza cia) é uma pequena ave residente no Mediterrâneo e nas cordilheiras montanhosas do Paleártico, desde a Sibéria até ao Noroeste africano. É uma espécie muito sedentária, permanecendo nos territórios de reprodução ao longo de todo o ciclo anual.
Enquanto no nosso país é considerada uma espécie com estatuto de conservação Pouco Preocupante, a nível global encontra-se ameaçada. Em Portugal distribui-se principalmente pela metade norte do território e pelas zonas serranas algarvias, estando praticamente ausente da faixa litoral. Ocorre como nidificante principalmente próximo a afloramentos rochosos, nomeadamente em escarpas fluviais rodeadas por matos de gramíneas. 
Constrói o seu ninho próximo ao solo e assume um comportamento esquivo, inconspícuo. Os seus hábitos alimentares são essencialmente granívoros embora ocasionalmente também possa consumir invertebrados durante a época de reprodução. 
Identifica-se facilmente pelo característico padrão riscado da cabeça, possuindo listras escuras em forma de tridente na zona facial, que contrastam com o fundo cinzento-azulado, sendo indubitavelmente um dos passeriformes mais atractivos da nossa fauna.

17 abril 2013

A utilidade dos espinhos

Pormenor de espinhos em arbusto de bosque mediterrâneo. 

Os espinhos que encontramos em várias plantas podem ser estruturas resultantes da modificação de um ramo, folha ou raiz ou "falsos espinhos", denominados de acúleos, os quais são uma espécie de pêlos enrijecidos compostos pela presença de lignina. A sua utilidade é indiscutível: tanto podem servir como reservatórios de líquido como defender a planta contra ameaças à sua integridade. 
Embora desagradáveis ao toque traduzem uma adaptação evolutiva indispensável ao sucesso das plantas. A repulsa associada aos espinhos é utilizada como arma por vários vertebrados, desde aves a mamíferos, desde herbívoros a carnívoros, que a eles recorrem para aqui desenvolverem as acções mais delicadas associadas ao seu ciclo de vida, como a reprodução.

25 março 2013

O ano do Esquilo

Esquilo (Sciurus vulgaris) fotografado nas últimas semanas no Norte do país.

Há mais de 10 anos atrás o Esquilo (Sciurus vulgaris) começou a ser visto com mais frequência no nosso país, primeiro nas montanhas do Norte e depois cada vez mais a Sul.
Tratava-se de um regresso bem-vindo, de uma espécie que sempre povoou o imaginário colectivo português, parte integrante da nossa cultura e da relação com a Natureza.
Nos últimos anos o esquilo, apesar de continuar a colonizar territórios a Sul do país, tornou-se mais raro, menos conspícuo, observá-lo no campo tornou-se menos frequente. Mas nos últimos meses de 2012 e neste início de 2013 estações fotográficas automáticas colocadas a Norte e Sul do Douro voltaram a detectar com frequência esta espécie. Parece que vem aí mais um ano do esquilo...

10 março 2013

O duro Inverno





 Neve e trilhos intransitáveis: eis o Inverno, versão 2013.

Este tem sido um Inverno duro no que se refere às condições meteorológicas. No Norte do país tem sido frequentes os nevões em áreas do Interior, assim como os ventos fortes.
As fotografias em anexo revelam as dificuldades de mobilidade de raposas e lebres, ou a caída de árvores em trilhos que perturbam o Homem e animais. É difícil acreditar que dentro de algumas semanas inicia-se a época de reprodução...