
Em Trás-os-Montes é frequente encontrarmos dispersos pela paisagem pombais como o retratado na foto acima: no Nordeste Transmontano existem mais de 3500 destas estruturas.
Começaram a ser construídos no início do século XIX e tinham como principais funções a produção de estrume de pombo (ou "pombinho") e a produção de carne. Devido ao exôdo rural da segunda metade do século XX e à caça desregulada verificou-se um abandono progressivo destas edificações encontrando-se actualmente muitos deles em ruínas.
Numa excelente medida de conservação da natureza e do património cultural, o Parque Natural do Douro Internacional iniciou em 1997 a recuperação de 25 pombais. Posteriormente apoiou a criação da
PALOMBAR (palavra que significa pombal em mirandês), ou seja a associação dos proprietários de pombais tradicionais do Nordeste Transmontano, que tem como principal objectivo precisamente "recuperar, conservar e revitalizar" estas estruturas.
Para além do embelezamento da paisagem e da recuperação das populações de Pombos-das-rochas (Columba livia) as principais beneficiadas deverão ser as aves de rapina, como a ameaçada Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus), que assim veêm aumentar a disponibilidade das suas potenciais presas.