

Num dos locais mais belos e remotos da Serra do Alvão foi há dois anos implantado um parque eólico. De visita a essa zona não pude deixar de ficar incomodado: rasgando a serra, atravessando os vales mais recônditos e a zona de cumeada, existe agora uma autêntica estrada (quase auto-estrada...) que foi construída de raiz para o transporte dos gigantescos aerogeradores. Para além do irreversível impacto paisagístico verifica-se agora o trânsito de veículos todo-o-terreno, motorizadas ou mesmo automóveis citadinos por locais de grande valor ecológico. Simultaneamente encontramos uma grande quantidade de detritos por toda a montanha, principalmente ao longo da via de acesso às torres eólicas.
Bem sei que a energia eólica é uma forma de energia renovável e não poluente, necessária ao nosso conforto pessoal e à economia do país mas deixemo-nos de hipocrisias: não a chamem energia verde pois de verde nada tem... que o digam a floresta rasgada ou os prados de altitude cheios de lixo da Serra do Alvão!
Bem sei que a energia eólica é uma forma de energia renovável e não poluente, necessária ao nosso conforto pessoal e à economia do país mas deixemo-nos de hipocrisias: não a chamem energia verde pois de verde nada tem... que o digam a floresta rasgada ou os prados de altitude cheios de lixo da Serra do Alvão!






