
A meteorologia segue actualmente o seu curso habitual: as temperaturas baixam, as frentes atlânticas sucedem-se e parece que o tempo chuvoso veio para ficar. Há muito que os incêndios florestais deixaram de ser notícia contudo é nesta altura do ano que as suas consequências são mais gravosas. Enquanto que em Agosto o avanço das chamas consumiu alguns dos mais importantes redutos de bosque autóctone do Parque Nacional da Peneda Gerês, destruindo árvores com centenas de anos de existência, a chuva de Outubro arrasta consigo a camada de solo que sustentava a diversidade vegetal, impossibilitando na prática a regeneração florestal.
Segundo Pedro Galán, biólogo, professor da Universidade da Corunha, numa encosta de inclinação média a chuva arrasta mais de 80 toneladas de terra por hectare. O solo formado ao longo de séculos desaparece em poucas semanas. E deste modo a paisagem belíssima de certas áreas remotas do nosso único Parque Nacional não conseguirá recuperar ao longo das próximas gerações...
Segundo Pedro Galán, biólogo, professor da Universidade da Corunha, numa encosta de inclinação média a chuva arrasta mais de 80 toneladas de terra por hectare. O solo formado ao longo de séculos desaparece em poucas semanas. E deste modo a paisagem belíssima de certas áreas remotas do nosso único Parque Nacional não conseguirá recuperar ao longo das próximas gerações...






