
A principal ameaça à preservação da extraordinária biodiversidade do Vale Sabor e dos seus diferentes habitats é a previsível construção da barragem do Baixo Sabor. Impulsionada por um lobby fortíssimo a sua edificação é praticamente inevitável. Como cidadão preocupado com a preservação das áreas ecologicamente mais sensíveis do nosso país sinto-me na obrigação de desmistificar certas considerações que ultimamente tenho lido (fonte: Companhia Portuguesa de Produção de Electricidade, S.A. - promotora do empreendimento)
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois aumenta a capacidade de produção de energia".
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois aumenta a capacidade de produção de energia".
Esta afirmação está longe de corresponder à verdade uma vez que a energia produzida por esta barragem representará apenas 0,6% da energia consumida em Portugal em 2010. O próprio estudo de impacte ambiental considera que a sua importância energética é insignificante a nível nacional.
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois permite dispor de uma reserva de água muito importante, capaz de fazer face a situações de carência".
A construção de uma barragem alternativa no médio/alto Côa, com um impacte ambiental relativamente menor, permitiria a obtenção de uma reserva de água semelhante à expectável para o baixo Sabor (cerca de 600 hectómetros cúbicos).
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois numa zona em que se verifica uma desertificação crescente a construção do empreendimento constitui uma grande oportunidade para os projectos de desenvolvimento local e regional"
Se há província em Portugal na qual a construção de não uma mas antes várias barragens ao longo das últimas décadas não conseguiu travar a desertificação das suas povoações essa província é Trás-os-Montes.
Conforme apresentado no post anterior - ver Rio Sabor: o eixo da Natureza Transmontana (1) - o Vale do Sabor é dotado de uma Natureza exuberante e ímpar no contexto europeu.
A forma de desenvolvimento mais sustentável que poderia ser assegurado às gentes que vivem nas suas encostas seria a constituição de uma Área Protegida, talvez sob a forma de Parque Natural que, com o enquadramento financeiro adequado, promovesse e divulgasse os valores naturais da zona, empregasse nos seus quadros habitantes locais, fomentasse o Turismo Rural e formas de usufruição da paisagem ecologicamente correctas como a criação de trilhos pedestres, o Bird Watching, a canoagem, entre outros. A título de exemplo veja-se o que se passa no Principado nas Astúrias, na vizinha Espanha, em que, após o sucesso económico e ambiental que representou a constituição do Parque Natural de Somiedo em meados da década de oitenta, foram criados nos últimos anos mais 4 (!) Parques Naturais em zonas limítrofes, na maioria dos casos por pressão das populações locais.
Ao contrário da mensagem que pretendem fazer passar a construção da barragem do Baixo Sabor deixará o nosso país muito mais pobre...
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois permite dispor de uma reserva de água muito importante, capaz de fazer face a situações de carência".
A construção de uma barragem alternativa no médio/alto Côa, com um impacte ambiental relativamente menor, permitiria a obtenção de uma reserva de água semelhante à expectável para o baixo Sabor (cerca de 600 hectómetros cúbicos).
"A barragem do Baixo Sabor é um empreendimento de elevado interesse estratégico pois numa zona em que se verifica uma desertificação crescente a construção do empreendimento constitui uma grande oportunidade para os projectos de desenvolvimento local e regional"
Se há província em Portugal na qual a construção de não uma mas antes várias barragens ao longo das últimas décadas não conseguiu travar a desertificação das suas povoações essa província é Trás-os-Montes.
Conforme apresentado no post anterior - ver Rio Sabor: o eixo da Natureza Transmontana (1) - o Vale do Sabor é dotado de uma Natureza exuberante e ímpar no contexto europeu.
A forma de desenvolvimento mais sustentável que poderia ser assegurado às gentes que vivem nas suas encostas seria a constituição de uma Área Protegida, talvez sob a forma de Parque Natural que, com o enquadramento financeiro adequado, promovesse e divulgasse os valores naturais da zona, empregasse nos seus quadros habitantes locais, fomentasse o Turismo Rural e formas de usufruição da paisagem ecologicamente correctas como a criação de trilhos pedestres, o Bird Watching, a canoagem, entre outros. A título de exemplo veja-se o que se passa no Principado nas Astúrias, na vizinha Espanha, em que, após o sucesso económico e ambiental que representou a constituição do Parque Natural de Somiedo em meados da década de oitenta, foram criados nos últimos anos mais 4 (!) Parques Naturais em zonas limítrofes, na maioria dos casos por pressão das populações locais.
Ao contrário da mensagem que pretendem fazer passar a construção da barragem do Baixo Sabor deixará o nosso país muito mais pobre...





