07 abril 2012

As Fragas do Alvão

Na fotografia pode observar-se uma das muitas escarpas da Serra do Alvão.

A Serra do Alvão constitui uma das principais barreiras à entrada de frentes atlânticas frias e repletas de humidade para o interior Norte. É precisamente esta abundância frequente de vento e água ao longo de milênios que levou à formação de impressionantes fragas nas duras rochas graníticas ou nos ocasionais afloramentos xistosos do maciço.

Caminhando pelo Alvão é impossível não se ficar impressionado pela abundância de escarpas inacessíveis que surgem em locais inesperados. Constituem redutos de biodiversidade, ainda hoje locais de cria de aves tão emblemáticas como o Falcão-peregrino (Falcões peregrinus), a Gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax), o Melro-das-rochas (Monticola saxatilis) ou o Melro-azul (Monticola solitarius).

Muito para além do Parque Natural do Alvão os fraguedos das montanhas Alvão/Marão constituem um marco natural incontornável dos Distritos do Porto e Vila Real.

 

22 fevereiro 2012

Os carvalhais da Serra de Montemuro

Florestas e vales da Serra de Montemuro.

Quem atravessa o Rio Douro e se dirige a Cinfães observa uma grande muralha granítica que dominada todo o vale. Trata-se da serra de Montemuro que, apesar de povoada por inúmeros aerogeradores, conserva ainda o seu encanto.

Este maciço montanhoso constitui a principal barreira para os ventos atlânticos carregados de humidade pelo que abundam as linhas de água, os vales encaixados e os bosques de carvalhos nas encostas mais sombrias. Apesar do rigor dos elementos, das geadas e dos nevões frequentes, trata-se de um território povoado desde há milénios pelo Homem, que convive com uma fauna abundante e diversificada. Lobos (Canis lupus signatus), Javalis (Sus scrofa), Ginetas (Genetta genetta), Gatos-bravos (Felis silvestris), Falcões-peregrinos (Falco peregrinus) fazem destas paragens a sua casa pelo que, nestes dias anormalmente solararengos de Inverno, não faltam pretextos para uma caminhada pelo Montemuro...

03 janeiro 2012

2012: um ano de incerteza, mas também de esperança

Cria de lobo-ibérico com 8 meses de idade fotografada em estado selvagem em Trás-os-montes na tarde do dia 12 de Dezembro de 2011.


O ano 2012 já chegou e trouxe com ele a apreensão sobre um presente e um futuro difíceis para muitos portugueses. Os motivos para encarar com optimismo as dificuldades que temos diante de nós escasseiam mas neste particular talvez a Natureza nos possa dar uma ajuda. 
Apesar de muitas vezes maltratada a vida selvagem portuguesa continua tão pujante como sempre foi. O olhar desta cria de Lobo-ibérico (Canis lups signatus) nascida há poucos meses transporta-nos para fora da nossa prisão económica e social: revela que o nosso elo com o mundo natural é profundo e que, juntamente a riqueza das relações humanas e a dimensão espiritual do Homem, são o contributo essencial para suplantarmos as dificuldades.

02 novembro 2011

Guia Prático da Biologia da Abelha


Foi editado recentemente um "Guia Pratico da Biologia da Abelha" que reproduz de forma acessível os aspectos mais importantes da vida deste insecto.
Embora originalmente dirigido ao apicultor, a qualidade dos textos, do grafismo e das fotografias que o ilustram tornam-no num dos principais livros portugueses a debruçar-se sobre a abelha e agradará seguramente ao público em geral.
As temáticas abordadas sao as seguintes: "A abelha e o Homem", "A origem da Abelha", "A colónia", "Actividade das obreiras" e a "Enxameacao e reprodução". Numa altura em que se questiona o desaparecimento de um grande número de enxames em diferentes países faz todo o sentido conhecer um pouco melhor as abelhas, essenciais para a manutenção de um Meio Ambiente rico e diverso...

10 outubro 2011

Armeria humilis: uma preciosidade das Serras do Noroeste português

Armeria humilis humilis, pequena planta da Serra do Gerês.


A Armeria humilis humilis é uma planta da família Plumbaginaceae, endémica das Serras do Noroeste Peninsular, nomedamente da Serra do Gerês/Xurés.
Distribui-se pelos altos cumes fronteiriços da maior área de ambiente natural do nosso único Parque Nacional, desenvolvendo-se sobre solos pobres e fendas de rochas graníticas. Constitui uma importante meio de colonização destes meios extremos desenvolvendo o seu labor ao longo do tempo.