23 abril 2006

A garganta do Rio Sousa



O Rio Sousa nasce em Friande, Felgueiras, e desagua na margem direita do Rio Douro a poucos quilómetros da cidade do Porto. Na sua passagem pela localidade de Aguiar do Sousa este rio encontra-se ladeado por um pequeno mas abrupto canhão de grande beleza. Existem vários factores de agressão ambiental como a eucaliptização das margens, a romaria à igreja da Senhora do Salto que cria pontualmente grande pressão turística ou a escalada praticada durante todo o ano, mas mesmo assim persistem até hoje valores naturais que justificariam a protecção natural desta zona. Refira-se por exemplo a existência de uma importante colónia de Andorinha-das-rochas (Riparia riparia) em pleno Distrito do Porto.
A todos recomendo uma visita...

4 comentários:

william disse...

Aguiar de Sousa... sempre a aprender!

fmlpr@clix.pt disse...

"Existem vários factores de agressão ambiental como a (...)escalada praticada durante todo o ano".
está o seu blog a tornar público e a potenciar a difusão de uma incorrecção por desproporção, equilíbrio ou rigor.
- A escalada no Rio sousa é incipiente na quantidade de traçados "escaláveis", número de frequentadores e frequencia com que acedem ao local ou tipo de presença que mantêm (saber da experiência feito.).
- o local não é mais frequentado por ser desconhecido da maioria dos praticantes;
- Não está mais degradado ou desvalorizado porque o colectivo de praticantes se distingue, em muito, de romeiros e "piqueniqueiros" pelo nível de sensibilidade ambiental da generalidade dos praticantes;
- o local está sujeito a condicionalismos que não o tornam mais apetecível (relativa complexidade de acessos, características da rocha e condicionantes relacionadas com o clima);
- apontar os episódios de presença de escaladores nas paredes do canhão como se fossem em quantidade e tipo de presença comparável ao de romarias ou das companhas de reflorestação é persistir em proteger os verdadeiros agressores das zonas ribeirinhas do país.
Há, pois que procurá-los nos oportunistas que controlam e contornam PDMs, construtores sem escrupulos, proprietários mal formados, autarquias e seus comprometimentos, extractores de inertes, a rédea solta na política florestal, os que sob o pretexto de limpar o rio "rapam" completamente troços de margem em qualquer época do ano sob os aplausos imerecidos das populações (porque mal informadas).
posto isto, ainda que ocorra em épocas de nidificação de aves, a presença de 2, 4 ou 10 (inédito) escaladores, dificilmente conseguem um lugar na "classificatória" dos sérios males de que padece o rio Sousa (ou qualquer outro do país, para que se saiba).
Passado tantos anos de esforço do país por alfabetizar a população, persistem estas mitologias desgastadas pela falta de fundamento sério. Não faz falta regular o que já está naturalmente auto-regulado. escalada no vale do Sousa é uma mais-valia para o Vale do Sousa, não é um problema.
A regulação ou interdição externa não traz mais requalificação ambiental, não traz de volta a vegetação autóctone nem a fauna que lá houve, nem valoriza a utilização tradicional de solos, nem resolve a desestabilização das margens.
Em tudo o resto o seu artigo é de muito relevo e importância e realmente faria falta algum estatuto de protecção enquanto há o que proteger.

fmlpr@clix.pt

Terraforma disse...

Uau!Lindo!
Respeitar e proteger, sempre!

Anónimo disse...

Antes de se afirmar ondes nasce seria muito importante confirmar onde nasco mesmo, pois o local onde nasce é na freguesia de Sousa em Felgeurias ( dai o nome Sousa). porque se assim fosse seria rio friande, não?